sábado, março 31, 2007

PARA OS AMANTES DO PORTUGUÊS



Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por leituras e filmes ortográficos.

O substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice.

De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto. Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta. Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.

Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício.

O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.

VII DICAS PARA MELHORAR SEU ASTRAL


I. PENSE SEMPRE DE FORMA POSITIVA.
Toda a vez que um pensamento negativo vier à sua mente, troque-o por outro! Para isso, é preciso muita disciplina mental. Você não adquire isso da noite para o dia, assim como um atleta, treine muito.

II. NÃO DEIXE O MEDO SER MAIS FORTE.
O medo é uma das maiores causas de nossas perturbações interiores. Tenha fé em você mesmo. Sentir medo é acreditar que os outros são poderosos. Não dê poder ao próximo.

III. NÃO RECLAME DE SUA VIDA.
Quando você reclama, tal qual um imã, você atrai para si toda a carga negativa de suas próprias palavras. A maioria das coisas que acabam dando errado começa a se materializar quando nos lamentamos.

IV. APAGUE DO SEU VOCABULÁRIO A PALAVRA "CULPA".
Não se permita esta sensação, pois quando nos punimos, abrimos nossa retaguarda para espíritos opressores e agressores, que vibram com a nossa melancolia. Ignore-os.

V. LEMBRE-SE: VIDA DOS OUTROS NÃO LHE DIZ RESPEITO.
Livre-se de fofocas, comentários maldosos e gente deprimida. Isto é contagioso. Seja prestativo com quem presta. Sintonize com gente positiva e alto astral.

VI. PROCURE NÃO TER ABORRECIMENTOS POR BESTEIRAS.
Quando nos irritamos, envenenamos nosso corpo e nossa mente. Procure viver com serenidade e quando tiver vontade de explodir, conte até dez.

VII. VIVA O PRESENTE.
O ansioso vive no futuro. O rancoroso, no passado. Aproveite o aqui e o agora. Nada se repete, tudo passa. Faça o seu dia valer a pena. Não perca tempo com melindres e preocupações, pois só trazem doenças.

domingo, fevereiro 18, 2007

Asteróide ameaça a Terra em 2036, dizem cientistas

Um asteróide pode aproximar-se de maneira perigosa da Terra em 2036 e a Organização das Nações Unidas (ONU) deve assumir a responsabilidade por uma missão espacial para desviá-lo, disse um grupo de astronautas, cientistas e engenheiros. Astrônomos estão monitorando um asteróide chamado Apophis, que tem uma chance em 45 mil de atingir a Terra no dia 13 de abril de 2036.
Apesar de a chance de o impacto desse asteróide específico ser baixa, uma recente ordem do Congresso para a Nasa aumentar suas atividades de monitoração de asteróides perto da Terra no futuro próximo deverá revelar centenas, se não milhares, de pedras especiais que ameaçam o espaço no futuro próximo, disse o ex-austronauta Rusty Schweickart. "Não estamos observando apenas o Apophis. Todos os países estão em risco. Precisamos de uma série de princípios gerais para lidar com esse tema", disse Schweickart.
Schweickart pretende apresentar uma atualização na próxima semana ao Comitê da ONU de Uso Pacífico do Espaço, sobre planos de elaboração de regras para a resposta global à ameaça de um asteróide. A Associação de Exploradores Espaciais, grupo formado por ex-astronautas e cosmonautas, pretende realizar uma série de seminários de alto nível neste ano para elaborar o plano e fará uma proposta formal à ONU em 2009.
Schweickart quer que a ONU adote medidas para lidar com ameaças de asteróides e decida se e quando agir. A maneira preferida para lidar com um asteróide potencialmente mortal é mandar uma nave que usaria a gravidade para alterar a rota do objeto, para que ele não mais ameace a Terra, disse o astronauta Ed Lu, veterano da Estação Espacial Internacional.
Reuters

terça-feira, fevereiro 13, 2007

METRÔ: MORADORES SÃO INTIMADOS A REPARAR CASAS

Moradores das ruas Amaro Cavalheiro e Pascoal Bianco, que ficam próximas ao local do acidente do metrô em São Paulo, na zona oeste, foram pegos de surpresa nos últimos dias com uma carta da Subprefeitura de Pinheiros.
Na carta, eles são intimados a fazer reparos nas casas. Caso contrário serão multados e poderão até responder a um inquérito policial .
O funcionário público José Roberto Romero morava em uma casa da Pascoal Bianco há 20 anos. A casa dele foi interditada e o fiscal da subprefeitura disse que os reparos devem começar imediatamente, antes que a situaçno se agrave. "Como a gente vai pagar por algo que não fizemos, foi o metrô que fez?", questiona.
A secretária Sueli Brandini mostra as fissuras que, aos poucos, se transformam em rachaduras. Ela mora na casa há 50 anos e nno se conforma em ter que pagar por algo que acredita nno ter responsabilidade. "É um absurdo, não concordo", diz.
A aposentada Neide Ferrari, com medo de ser multada, já procurou um pedreiro para iniciar as reformas. No dia 9 de fevereiro, o teto do quarto dela caiu. Mas ela também não entende, e não se conforma, com a intimaçno que recebeu da subprefeitura. "Dizem que se a gente não arrumar, vão multar, então vou arrumar. Mas é um absurdo!", afirma.
O subprefeito de Pinheiros, Nilton Elias Nachle, garantiu que os moradores das ruas Pascoal Bianco e Amaro Cavalheiro não serão multados. De acordo com ele, as cartas que os moradores receberam não têm valor. "Isso foi um erro que aconteceu. A fiscal que fez a intimação já está sendo esclarecida de que foi um erro e vamos cancelar todas estas cartas", garante.
O acidente na linha 4 do metrô aconteceu no dia 12 de janeiro. Cinquenta e cinco imóveis na região do acidente foram interditados, 13 condenados e seis demolidos.
do site conversa afiada

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Funcionária sofre derrame e pode receber R$ 1 milhão do BB
Perícia comprovou que estresse foi a causa de derrame sofrido pela trabalhadora. Ainda cabe recurso da decisão.

Do G1, em São Paulo

O Banco do Brasil foi condenado a indenizar em mais de R$ 1 milhão uma funcionária aposentada por invalidez depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral isquêmico (derrame). Na ação, a ex-funcionária, cujo nome não foi divulgado, alegou que o derrame teria sido causado pela situação de extremo estresse a que fora submetida.
Segundo informações da 10ª Vara do Trabalho de Brasília, a perícia médica de fato acusou o estresse como causa do incidente. A funcionária, que estava grávida, deveria entregar avaliações de desempenho de dez funcionários de sua equipe. Como o parto foi involuntariamente antecipado, uma avaliação ficou pendente.
Ao retornar do hospital, a funcionária teria passado a receber telefonemas de sua chefia cobrando a entrega da última avaliação. Segundo as testemunhas, a pressão a que foi submetida a gerente para a conclusão do trabalho, feita poucos dias após o parto, a levava a crises de choro constantes. Catorze dias após o parto, ela sofreu o derrame.
Segundo uma testemunha do processo, a vítima teria ficado com o lado esquerdo do corpo paralisado e deixado de amamentar o bebê.Na decisão, a Justiça considerou comprovada a responsabilidade do Banco do Brasil no acidente de trabalho.
"A autora não resistiu ao bombardeio e sofreu um acidente violento, físico, mental e irreversível em virtude do comportamento patronal que deu causa ao estresse durante o puerpério", entendeu a juíza Sandra Nara Silva.
O Tribunal determinou o pagamento de R$ 21.795,05 por danos emergentes (gastos com tratamentos médicos hospitalares não cobertos pelo plano de saúde), R$ 1.023.931,71 por danos patrimoniais por lucros cessantes (correspondente à diferença entre o salário recebido na ativa e o pago na aposentadoria, 25% inferior) e R$ 200.000,00 por danos morais. Cabe recurso.
Contatado pelo G1, o Banco do Brasil não se pronunciou sobre o caso.

domingo, fevereiro 04, 2007

Saramago: "Continuo escrevendo porque não tenho nada melhor para fazer"
EFE

Arrecife de Lanzarote (Espanha), 4 fev (EFE).- Aos 85 anos, o prêmio Nobel de Literatura José Saramago disse que continua escrevendo "para tentar entender", e porque não tem outra coisa melhor para fazer.
O escritor português fez estas declarações no povoado de Tias, localidade da ilha canária de Lanzarote, onde mora há vários anos, durante a festa de apresentação do seu novo livro, "As pequenas memórias".
O livro narra uma história na qual o autor português volta no tempo para, a partir de suas origens rurais e humildes, convidar os jovens a aprender que a vida "não é tão fácil".
Saramago destacou ainda que não entende muitas coisas, e afirmou que continua escrevendo para "tentar entender, e porque não tem nada melhor para fazer, sabendo que chegará no final sabendo o mesmo que sabia antes, ou seja, pouco ou quase nada".
O escritor reconheceu que teve uma vida "que teve de tudo", e lembrou o momento em que, ao receber o prêmio Nobel, disse não "ter nascido para algo assim" "Isso resume a história de cada um dos seres humanos: a história entre não ter nascido para algo, e no final, acabar tendo, é a história de cada um de nós", afirmou.
O autor afirmou que isso não significa que tenhamos nascido para nada, mas sim que "não sabemos para que nascemos".
"Temos pela frente uma coisa que chamamos 'vida', e que temos que vivê-la e fazer algo com o tempo que temos", assinalou.
Saramago concluiu sua reflexão afirmando que os humanos, no fundo, são "transportadores do tempo, porque o levamos conosco, o usamos, às vezes o esbanjamos e às vezes resta algo, embora tudo esteja condenado ao esquecimento".
Além disso, advertiu que o mundo está "cruzando uma porta", e que a mudança climática "vai mudar o mundo". Afirmou também que o tempo do desperdício está se aproximando do fim, e que o tempo da responsabilidade talvez tenha que começar agora.
Saramago reconheceu que a idéia de escrever "As pequenas memórias" era antiga, de mais de 20 anos atrás."
Sempre tive imagens da infância e da adolescência muito vivas, e eu gostaria que este livro fosse um ato de homenagem a meus pais e a meus avôs", explicou.Nessa volta ao passado, acrescentou, não procura falar de si mesmo."Falo do que penso, do que sinto, mas pouco de mim", afirmou.
EFE sh rra/gs

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Estudo revela que pêlos pubianos determinam a personalidade sexual feminina

Um estudo japonês revelou que os pêlos pubianos influenciam na sexualidade das mulheres.
O professor Asaki Geino, autor do estudo, afirmou que os pêlos femininos normalmente crescem no formato de um triângulo invertido, mas que também podem ser retangulares ou elípticosEle disse que não é raro que mulheres com pêlos pubianos retangulares se apaixonem à primeira vista ou caiam de cabeça num relacionamento e isso faz com que os homem fiquem loucos por elas.
Contudo, a maioria das mulheres ocidentais têm pêlos pubianos em formato de um triângulo invertido e esse tipo se caracteriza pela fidelidade e aptidão para a vida em família, sendo boas mães, esposas fiéis e filhas carinhosas.
Não há dúvida de que a descoberta do professor seja muito interessante, mas é quase impossível de ser aplicada na prática, já que a maioria das mulheres hoje em dia depilam os pêlos pubianos.

terça-feira, janeiro 09, 2007

VESTIDO DE DONA MARISA DÁ 14 DE IBOPE

Paulo Henrique Amorim


. A reportagem sobre o vestido amarelo que Dona Marisa usou na posse do Presidente Lula deu 14 pontos de Ibope, no Domingo Espetacular, da Record, de domingo passado.

. Foi uma produção de Milena Buosi e edição de Flávio Salgueiro, em que eu entrevistei o estilista Walter Rodrigues, e a afiliada da Record em Teresina entrevistou rendeiras do Piauí.

. Rodrigues já tinha feito o vestido de Dona Marisa para a posse em 2002 – um vestido vermelho – e agora sugeriu utilizar as rendeiras do Piauí para fazer as camélias em renda de bilro que cobriram o casaquinho do vestido.

. Rodrigues defende a tese de que a Primeira-Dama deva ser a “embaixatriz” da moda brasileira.

. Uma moda que se internacionaliza cada vez mais. E Rodrigues é um exemplo disso, pois ele próprio é um exportador.

. Interessante que não vi na imprensa brasileira – colunas sociais, colunas de moda – cobertura sobre o vestido.

. Houve, sim, comentários preconceituosos e a informação da Folha de S. Paulo de que o vestido custou R$ 2 mil.

. Esse desinteresse certamente ajudou a dar audiência ao Domingo Espetacular, porque, como comprovou o Ibope, muita gente queria saber sobre o vestido amarelo da Primeira Dama.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

PREFEITO QUER LEI PARA ACABAR COM A CHUVA


O prefeito de Aparecida do Norte (SP), José Luiz Rodrigues, enviou um projeto à Câmara Municipal para acabar com a chuva na cidade. Em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta sexta-feira, dia 5, o prefeito, conhecido como Zé Louquinho, disse que “tudo o que acontece numa cidade é culpa do prefeito. Se chove, é culpa do prefeito. Se não chove, é culpa do prefeito”.

Após sucessivos roubos no cemitério da cidade, o prefeito Zé Louquinho substituiu os coveiros por pitibulls. “Funcionou. É que uma vez roubaram o cemitério. Eu coloquei os pitibulls lá e pararam de roubar”, explicou.

Corintiano, José Luiz Rodrigues mandou construiu um túmulo que batizou de Pacaembu. “Eu estou insatisfeito com o momento que o Corinthians está passando. Eu fiz o túmulo em homenagem, porque quando eu morrer eu quero ficar neste túmulo”, afirmou o prefeito.