domingo, fevereiro 18, 2007

Asteróide ameaça a Terra em 2036, dizem cientistas

Um asteróide pode aproximar-se de maneira perigosa da Terra em 2036 e a Organização das Nações Unidas (ONU) deve assumir a responsabilidade por uma missão espacial para desviá-lo, disse um grupo de astronautas, cientistas e engenheiros. Astrônomos estão monitorando um asteróide chamado Apophis, que tem uma chance em 45 mil de atingir a Terra no dia 13 de abril de 2036.
Apesar de a chance de o impacto desse asteróide específico ser baixa, uma recente ordem do Congresso para a Nasa aumentar suas atividades de monitoração de asteróides perto da Terra no futuro próximo deverá revelar centenas, se não milhares, de pedras especiais que ameaçam o espaço no futuro próximo, disse o ex-austronauta Rusty Schweickart. "Não estamos observando apenas o Apophis. Todos os países estão em risco. Precisamos de uma série de princípios gerais para lidar com esse tema", disse Schweickart.
Schweickart pretende apresentar uma atualização na próxima semana ao Comitê da ONU de Uso Pacífico do Espaço, sobre planos de elaboração de regras para a resposta global à ameaça de um asteróide. A Associação de Exploradores Espaciais, grupo formado por ex-astronautas e cosmonautas, pretende realizar uma série de seminários de alto nível neste ano para elaborar o plano e fará uma proposta formal à ONU em 2009.
Schweickart quer que a ONU adote medidas para lidar com ameaças de asteróides e decida se e quando agir. A maneira preferida para lidar com um asteróide potencialmente mortal é mandar uma nave que usaria a gravidade para alterar a rota do objeto, para que ele não mais ameace a Terra, disse o astronauta Ed Lu, veterano da Estação Espacial Internacional.
Reuters

terça-feira, fevereiro 13, 2007

METRÔ: MORADORES SÃO INTIMADOS A REPARAR CASAS

Moradores das ruas Amaro Cavalheiro e Pascoal Bianco, que ficam próximas ao local do acidente do metrô em São Paulo, na zona oeste, foram pegos de surpresa nos últimos dias com uma carta da Subprefeitura de Pinheiros.
Na carta, eles são intimados a fazer reparos nas casas. Caso contrário serão multados e poderão até responder a um inquérito policial .
O funcionário público José Roberto Romero morava em uma casa da Pascoal Bianco há 20 anos. A casa dele foi interditada e o fiscal da subprefeitura disse que os reparos devem começar imediatamente, antes que a situaçno se agrave. "Como a gente vai pagar por algo que não fizemos, foi o metrô que fez?", questiona.
A secretária Sueli Brandini mostra as fissuras que, aos poucos, se transformam em rachaduras. Ela mora na casa há 50 anos e nno se conforma em ter que pagar por algo que acredita nno ter responsabilidade. "É um absurdo, não concordo", diz.
A aposentada Neide Ferrari, com medo de ser multada, já procurou um pedreiro para iniciar as reformas. No dia 9 de fevereiro, o teto do quarto dela caiu. Mas ela também não entende, e não se conforma, com a intimaçno que recebeu da subprefeitura. "Dizem que se a gente não arrumar, vão multar, então vou arrumar. Mas é um absurdo!", afirma.
O subprefeito de Pinheiros, Nilton Elias Nachle, garantiu que os moradores das ruas Pascoal Bianco e Amaro Cavalheiro não serão multados. De acordo com ele, as cartas que os moradores receberam não têm valor. "Isso foi um erro que aconteceu. A fiscal que fez a intimação já está sendo esclarecida de que foi um erro e vamos cancelar todas estas cartas", garante.
O acidente na linha 4 do metrô aconteceu no dia 12 de janeiro. Cinquenta e cinco imóveis na região do acidente foram interditados, 13 condenados e seis demolidos.
do site conversa afiada

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Funcionária sofre derrame e pode receber R$ 1 milhão do BB
Perícia comprovou que estresse foi a causa de derrame sofrido pela trabalhadora. Ainda cabe recurso da decisão.

Do G1, em São Paulo

O Banco do Brasil foi condenado a indenizar em mais de R$ 1 milhão uma funcionária aposentada por invalidez depois de ter sofrido um acidente vascular cerebral isquêmico (derrame). Na ação, a ex-funcionária, cujo nome não foi divulgado, alegou que o derrame teria sido causado pela situação de extremo estresse a que fora submetida.
Segundo informações da 10ª Vara do Trabalho de Brasília, a perícia médica de fato acusou o estresse como causa do incidente. A funcionária, que estava grávida, deveria entregar avaliações de desempenho de dez funcionários de sua equipe. Como o parto foi involuntariamente antecipado, uma avaliação ficou pendente.
Ao retornar do hospital, a funcionária teria passado a receber telefonemas de sua chefia cobrando a entrega da última avaliação. Segundo as testemunhas, a pressão a que foi submetida a gerente para a conclusão do trabalho, feita poucos dias após o parto, a levava a crises de choro constantes. Catorze dias após o parto, ela sofreu o derrame.
Segundo uma testemunha do processo, a vítima teria ficado com o lado esquerdo do corpo paralisado e deixado de amamentar o bebê.Na decisão, a Justiça considerou comprovada a responsabilidade do Banco do Brasil no acidente de trabalho.
"A autora não resistiu ao bombardeio e sofreu um acidente violento, físico, mental e irreversível em virtude do comportamento patronal que deu causa ao estresse durante o puerpério", entendeu a juíza Sandra Nara Silva.
O Tribunal determinou o pagamento de R$ 21.795,05 por danos emergentes (gastos com tratamentos médicos hospitalares não cobertos pelo plano de saúde), R$ 1.023.931,71 por danos patrimoniais por lucros cessantes (correspondente à diferença entre o salário recebido na ativa e o pago na aposentadoria, 25% inferior) e R$ 200.000,00 por danos morais. Cabe recurso.
Contatado pelo G1, o Banco do Brasil não se pronunciou sobre o caso.

domingo, fevereiro 04, 2007

Saramago: "Continuo escrevendo porque não tenho nada melhor para fazer"
EFE

Arrecife de Lanzarote (Espanha), 4 fev (EFE).- Aos 85 anos, o prêmio Nobel de Literatura José Saramago disse que continua escrevendo "para tentar entender", e porque não tem outra coisa melhor para fazer.
O escritor português fez estas declarações no povoado de Tias, localidade da ilha canária de Lanzarote, onde mora há vários anos, durante a festa de apresentação do seu novo livro, "As pequenas memórias".
O livro narra uma história na qual o autor português volta no tempo para, a partir de suas origens rurais e humildes, convidar os jovens a aprender que a vida "não é tão fácil".
Saramago destacou ainda que não entende muitas coisas, e afirmou que continua escrevendo para "tentar entender, e porque não tem nada melhor para fazer, sabendo que chegará no final sabendo o mesmo que sabia antes, ou seja, pouco ou quase nada".
O escritor reconheceu que teve uma vida "que teve de tudo", e lembrou o momento em que, ao receber o prêmio Nobel, disse não "ter nascido para algo assim" "Isso resume a história de cada um dos seres humanos: a história entre não ter nascido para algo, e no final, acabar tendo, é a história de cada um de nós", afirmou.
O autor afirmou que isso não significa que tenhamos nascido para nada, mas sim que "não sabemos para que nascemos".
"Temos pela frente uma coisa que chamamos 'vida', e que temos que vivê-la e fazer algo com o tempo que temos", assinalou.
Saramago concluiu sua reflexão afirmando que os humanos, no fundo, são "transportadores do tempo, porque o levamos conosco, o usamos, às vezes o esbanjamos e às vezes resta algo, embora tudo esteja condenado ao esquecimento".
Além disso, advertiu que o mundo está "cruzando uma porta", e que a mudança climática "vai mudar o mundo". Afirmou também que o tempo do desperdício está se aproximando do fim, e que o tempo da responsabilidade talvez tenha que começar agora.
Saramago reconheceu que a idéia de escrever "As pequenas memórias" era antiga, de mais de 20 anos atrás."
Sempre tive imagens da infância e da adolescência muito vivas, e eu gostaria que este livro fosse um ato de homenagem a meus pais e a meus avôs", explicou.Nessa volta ao passado, acrescentou, não procura falar de si mesmo."Falo do que penso, do que sinto, mas pouco de mim", afirmou.
EFE sh rra/gs