sábado, outubro 21, 2006

Lula aumenta vantagem e aparece com 57% dos votos, diz Ibope

www.uol.com.br
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, ampliou sua vantagem em relação ao adversário Geraldo Alckmin (PSDB), segundo pesquisa Ibope, divulgada pelo Jornal Nacional nesta noite de sexta-feira (20/10). Lula está 21 pontos percentuais à frente do tucano, segundo o levantamento.

Lula tinha 52%, em pesquisa feita no último dia 12, e agora aparece com 57% dos votos. Alckmin teve queda de quatro pontos percentuais, passando de 40% para 36% dos votos. Os votos brancos e nulos oscilaram um ponto percentual, passando de 4% para 3%. Os eleitores indecisos continuam a somar 4%. O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 198 municípios nos dias 18 e 19 de outubro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo número 22.600.

sexta-feira, outubro 20, 2006

A OPOSIÇÃO AMA FREUD E ESQUECEU PLATÃO

Paulo Henrique Amorim
Nesse período pré-eleitoral seria interessante se a oposição e a mídia que a apóia voltassem os olhos para um outro problema, que parece enterrado numa laje fria.
Platão: não o homem do mito da caverna ou do cavalo alado. Mas, o prosaico Platão dos vampiros.
Veja só de que de que a oposição se esquece:
Platão Fischer Pühler foi diretor do Departamento de Programas Estratégicos do Ministério da Saúde no governo FHC. Ele era homem de confiança de Serra.
Deixou as funções no Ministério para montar um comitê de campanha para Serra na Asa Sul, em Brasília, em 2002.
Em maio deste ano, Platão foi chamado para dar explicações à Polícia Federal sobre envolvimento na máfia dos vampiros.
Sua secretária, Rozuíla Maura, que também prestou depoimento à PF, disse que boa parte da estrutura do comitê de Serra foi financiada com dinheiro da Voetur, uma empresa denunciada por irregularidades no contrato com vários ministérios no governo FHC.
Platão tinha bom relacionamento com os empresários da Voetur. A secretária-adjunta dele, Abadia Francisca, confirmou também à PF que toda a estrutura do comitê foi paga pela Voetur. Segundo Abadia, Platão só viajava para o interior do Brasil e para o exterior com passagens pagas por laboratórios farmacêuticos.
A PF continua a investigar a ligação de Platão com a máfia dos vampiros. E aparentemente, o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, não pediu nem a OAB nem ao TSE que apressem a investigação da PF sobre Platão.
TSE arquiva ação sobre caixa 2 contra Alckmin

Santafé Idéias
Sarah Barros - Último Segundo / Santafé Idéias
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Cesar Asfor Rocha, mandou arquivar a Representação da coligação A Força do Povo, na qual era requerida a cassação do registro de candidato a presidente de Geraldo Alckmin, da coligação Por um Brasil Decente. A acusação era de formação de caixa dois na campanha eleitoral. O argumento para arquivar a ação é que a matéria só pode ser apreciada judicialmente depois que for concluída a eleição presidencial, quando é apresentada a prestação total de contas.
Leia abaixo o texto
A ação também foi movida contra o comitê financeiro da coligação Por um Brasil Decente; a entidade Nova Política – Frente Nacional da Sociedade Civil; a Julad/Brasil, sediada no Senado; e Silvério T. Baeta Zebral Filho, representante das duas entidades, que segundo a ação, serviriam à coligação PSDB-PFL para a formação de caixa dois.Na ação, a coligação A Força do Povo sustentou que a entidade civil Nova Política faria “explícita e irregular” propaganda para Geraldo Alckmin na página www.novapolitica.org.br e que teria sido criada para dar sustentação à candidatura dele, emprestando-lhe suporte logístico e financeiro.Reclamou que no site apontado, haveria um link para o cadastro de doações de campanha e que tal link levaria a um número de conta bancária que pertenceria à entidade Juventude Latino-Americana pela Democracia - Julad//Brasil. Segundo a ação, o fato “faz presumir” que se trata de uma instituição internacional que se prestaria para a arrecadação paralela de recursos (formação de caixa dois).Além de não ter sido apresentada a prestação de contas, o TSE considerou que a cassação se dá contra candidato eleito. No momento, trasncorre o processo de segundo turno.
Navio com 105 pesquisadores inicia 25ª missão à Antártida

Por Karine RodriguesRio, 20 (AE) - Invertebrados marinhos que habitam o fundo do mar da Baía do Almirantado, na Antártida, vão estar, em pouquíssimo tempo, na mira de especialistas brasileiros.Os cientistas vão analisar substâncias presentes nos substratos, que podem ter propriedades terapêuticas. O estudo vai ser feito in loco, assim como outros 20 projetos científicos incluídos na 25ª edição da Operação Antártica, iniciada hoje, com a partida do Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel.Com 105 pessoas, entre tripulantes e pesquisadores, a embarcação deixou o píer da Ponta da Armação, em Niterói, para uma viagem que só termina no dia 14 de abril.Comandante no navio, o capitão-de-mar-e-guerra José Carlos dos Santos Parente destacou a importância das missões para a pesquisa, e declarou que, sem o Ary Rongel, seria inviável manter uma base avançada do Brasil na Antártida, na Estação Comandante Ferraz, onde a maioria dos estudos são desenvolvidos. "A Antártida é um celeiro do conhecimento. O tempo frio que está fazendo hoje no Rio pode, por exemplo, ser explicado pelo que está acontecendo lá. E o que descobrimos lá é relevante para o mundo inteiro", disse, aproveitando para defender a elevação das verbas destinadas à operação. A maior parte dos 27 pesquisadores envolvidos no projeto permanece em terra firme, aguardando a próxima parada do navio, no Sul do País, pois integram um grupo da Universidade Federal do Rio Grande.Alga antiaquecimento - Dos cinco que embarcaram hoje, o geoquímico Ricardo Pollery, 43 anos, já acumula uma grande experiência em missões na Antártida. Professor da Universidade de Santa Úrsula, viaja pela quinta vez. Agora, vai concentrar sua atenção na Patagônia, para comprovar se uma determinada área apontada por um satélite americano tem, de fato, grandes concentrações de um tipo de alga microscópica."Vamos checar se a informação procede e passar os dados para calibrar o satélite. Além disso, vamos analisar o quanto de gás carbônico as algas são capazes de retirar da atmosfera. Isso é muito importante, pois o CO2 contribui para o efeito estufa, que promove o aquecimento do planeta", detalhou ele, emocionado enquanto o navio começava a se afastar do píer.Missão longa - Lágrimas, aliás, não faltaram na hora da partida, por conta do longo período da viagem. Sandra Castro Viana, 32 anos, chorou bastante, abraçada ao marido, o cabo Alfredo Ribeiro Viana, 37 anos, e aos dois filhos. "A gente queria que esse momento chegasse, pois é importante profissionalmente. Mas a distância vai doer demais", disse.Também em sua primeira missão à Antártida, o capitão-tenente Alexandre Moreira Valente, médico de 33 anos, procurava se tranqüilizar pensando que, no Natal, vai estar ao lado da mulher, aproveitando uma das paradas até a Antártida. "Ela vai para o Chile e eu poderei desembarcar para passarmos a festa juntos", contou ele, que passou os últimos momentos em solo com a filha caçula, Ana Júlia, de 2 anos, no colo.
Agência Estado

OUÇA GRAVAÇÃO DO DELEGADO BRUNO SOBRE O JN
www.conversa-afiada.ig.com.br

Ouça a íntegra da gravação da conversa do delegado da Polícia Federal Edmilson Pereira Bruno com os jornalistas na hora em que ele entregou o CD com as fotos do dinheiro apreendido com petistas para a imprensa. Os jornalistas que participaram dessa conversa são: Lilian Christofoletti, da Folha de S. Paulo; Paulo Baraldi, do jornal O Estado de S. Paulo; Tatiana Farah, do jornal O Globo e André Guilherme, da rádio Jovem Pan.
Clique aqui para ouvir.
Veja a íntegra da reprodução em texto:
Delegado Edmilson Bruno – Aqui prova, aqui tem um milhão 168, Caixa Econômica Federal. Isso aqui é um dinheiro que está na custódia da Caixa Econômica, ó, é da Protege, ficou na Polícia Federal. (...) Custódia a fonte, custódia. São os reais. Tira o nome da Protege, pra não saber que ta na Protege. Eu tenho outros documentos que falam assim (...) Da Polícia Federal. (...) E tem outro da Caixa Econômica Federal, de 300 mil os depósitos (...) juntar num malote só. Tem a foto desse malote.
Repórter – São quantas fotos, 12 fotos?
Delegado Edmilson Bruno - Eu tenho um monte.
Repórter – Isso é cópia, doutor?
Delegado Edmilson Bruno – Não, esse aqui é o original, vocês precisam me trazer duas cópias de volta. Esse é o original, ó. Do Banco Central como é que tá? Tá os dólares, e aí eu coloquei o envelope atrás do Banco Central no meu nome, assim: 248 mil dólares endereçado a Edmilson Pereira Bruno, para provar que é o dinheiro dos dólares. Porque, como eu fiz depósito, eu fiz em meu nome no Banco Central. Mas só pra diferenciar. Inclusive nos dólares, tem notas novas e velhas. Nas velhas, tem carimbo do doleiro, que a gente vai fazer a perícia antes do (...) Vocês têm que trazer isso aqui antes do meio-dia, em algum lugar que tira cópia.
Repórter – Alguém sabe onde a gente pode tirar cópia?
Delegado Edmilson Bruno – Não sei, tem essas duas mídias (...)
Repórter – Aqui não tem nada.
Delegado Edmilson Bruno – Não tem nada, precisa me devolver.
Repórter – Então, não, vamos levar nessa mídia.
Delegado Edmilson Bruno – Eu preciso que vocês devolvam pelo menos uma. Vocês tiram mais cópias pra vocês.
Repórter – Tá, não, beleza.
Delegado Edmilson Bruno – Agora, ele não, porque é rádio.
Repórter – É, eu não preciso.
Delegado Edmilson Bruno – Vocês divulgam isso até as seis da tarde?
Repórter – Não, não.
Delegado Edmilson Bruno – Porque alguém que roubou e deu pra vocês. (...) Agora, é.
Repórter – Quem tá de carro aqui pra poder pegar um carro (...)?
Repórter – Então, eu to sem carro e ela tá sozinha. (...) Não, tudo bem.
(...)
Delegado Edmilson Bruno - Isso aqui é minha cópia, tem que fazer cópia para vocês...
(...)
Delegado Edmilson Bruno – Eu vou confiar em vocês. Vai parecer que alguém roubou e vazou para a imprensa. Mais ninguém tem isso aí, só eu. Nem o superintendente (...) Quando vocês passarem na TV, pessoal, tira o nome da Protege e tira essa data aqui.
Repórter – Tira a data...
Repórter – A data pode deixar.
(...)
Delegado Edmilson Bruno – E no Banco Central (...) essa aqui é a foto da Globo (...) Aí tem o envelope escrito Banco Central (...) e todos os dados do dinheiro o meu nome.
(...)
Delegado Edmilson Bruno – Tem que fazer um Photoshop porque tem foto que aparece o pessoal da Protege do lado contando o dinheiro.
Repórter – E como faz pra entregar pro senhor?
Delegado Bruno - Então você me liga, eu desço...
Repórter – E para abrir não tem senha, nada?
Delegado Edmilson Bruno – Não, é direto. (...) É uma mídia comum.
(...)
Repórter – (...) Que foi furtado?
Delegado Edmilson Bruno – Não, vou chegar para o superintendente e falar, “doutor, fui furtado, mas já falei com os repórteres, ninguém sabe de nada, mas eu to desconfiado, sabe como é, não dá pra confiar em repórter, não dá mesmo”. Agora eu conto com vocês, porque podem abrir uma sindicância contra mim, um processo.
Repórter – Mas quem o senhor vai falar que teria roubado?
Delegado Edmilson Bruno – Não sei, “N” pessoas poderiam ter entrado na minha sala, faxineiro (...) Eu tive acesso a isso ontem às cinco horas da tarde.
Repórter – Mas foi um repórter que entrou na sala do senhor?
Delegado Bruno – Não (...) se vazou, não estou falando que foi um repórter não. É que os repórteres não estão sabendo de nada, não dá pra confiar em repórter (...) o que estou dizendo para vocês é que meu telefone vai estar grampeado.
Repórter – É, por isso que o senhor ligou daquele jeito...
Delegado Edmilson Bruno – Desesperado.
(...)
Delegado Edmilson Bruno – Agora é o seguinte, tem alguém da TV Globo aí?
Repórter – Tem o Bocardi.
(...)
Delegado Edmilson Bruno – Mas tem alguém da Globo aqui, da TV.
Repórter – Tem o Bocardi.
Delegado Edmilson Bruno - Não é o Tralli, né? O Tralli está muito visado (...)
Repórter – Não, é o Bocardi
Repórter – Eu falo com o Rodrigo, pode deixar (...)
Delegado Edmilson Bruno – Ah é, tem o (...)
Repórter – Eu vou falar com o Rodrigo Bocardi, aí ele (...)
Repórter –Não, está certo, o legal é contar esta história (...)
Repórter – ... isso só pode sair amanhã na TV (...)
Delegado Edmilson Bruno – Não, tem que sair hoje à noite (...) pode ser no jornal da Globo no primeiro horário, não pode ser à tarde...
Repórter – por exemplo (...)
Delegado Edmilson Bruno –Tem que sair no Jornal Nacional e na Ana Paula Padrão. Isso aí vazou ontem, então tem que fazer hoje de manhã. O que não pode é perder (...) tem que entrar no jornal logo no primeiro horário da noite, não pode já sair no Jornal Hoje.
Delegado Edmilson Bruno – eles já levantaram (...)
Repórter – (...) mas e a agenda? Não, né?
Repórter – Quem é o André que você falou (...) ?
Delegado Edmilson Bruno – ... este nome aqui já divulgou – André (...) esse cara aqui, venderam a Danone, foram milhões e milhões. Toda vez que o PT precisa de dinheiro eles dão dinheiro para o PT. Tem o Ricardo (...) e o André. Estão investigando para mim (...)
Repórter – ele tem empreiteira também, né?
Delegado Edmilson Bruno – Isso. Toda vez que o PT precisa de dinheiro eles dão dinheiro para o PT, e depois como o PT faz (...) ele devolve.
Repórter – A polícia está atrás disso então?
Delegado Edmilson Bruno – Não, isso aqui (...)
Repórter – Não, a gente está atrás disso (...)
Delegado Edmilson Bruno – ... lembra quando uma empresa entrou de sócio, que era da revista? Eu estou achando que este André (...) tudo o que o PT precisa de grana, grana que não pode sair (...), esse cara dá. E quando o PT consegue dinheiro por fora devolve para ele.
Repórter – Ele é o que, o que ele faz?
Repórter – uma empresa de consultoria(...)
Delegado Edmilson Bruno – venderam a Danone por R$ 400 milhões, eram donos da Danone no Brasil, a Danone francesa. Eles venderam a parte deles.
Repórter – Por que o senhor acha que são eles, tem algum grampo?
Delegado Edmilson Bruno – Não, estou desconfiado porque (...) dinheiro por fora (...) a grana está vindo, o (...) banca, depois eles devolvem.
Repórter – Eles emprestam.
Delegado Edmilson Bruno – Isso. É possível então falar com a Globo, a Band?
Repórter – Não, pode ficar sossegado (...) A gente vai passar (...)
Delegado Edmilson Bruno –Tem que sair no primeiro horário da noite, não pode sair ao meio-dia (...)
Repórter – no primeiro não, no último (...)
Delegado Edmilson Bruno – Tem que ser no primeiro, gente. Eu vou fazer o alarde agora com o superintendente... quem vai assistir ao jornal à meia-noite? Eu quero que o público todo veja. Porque você não sabe o que me tiraram (...) não é que é vingança minha, me sacanearam. Enquanto eu estava sendo ouvido sabia que foram lá no Banco Central antes de mim e tiraram fotos antes e deram para o FBI? Fizeram isso, no meu nome, pegaram o meu protocolo... como eu estava com os peritos... então agora nós vamos fazer a perícia...
Repórter – Tá, combinado.
Repórter - Aí eu ligo para o senhor.
Delegado Edmilson Bruno – Então Globo e Band eu fico tranqüilo?
Repórter – Pode ficar, pode ficar.
Delegado Edmilson Bruno – Que hora é o Jornal Nacional, oito da noite? Vou ligar a TV nesse horário, hein?
Repórter – Pode ficar sossegado.
Repórter – Tchau, doutor.

O Conversa Afiada perguntou à Polícia Federal que providências pretende tomar com a revelação do Conversa Afiada do papel do delegado Bruno na divulgação das fotos do dinheiro. A assessoria de imprensa respondeu que já foram tomadas duas providências: a primeira é um inquérito policial para apurar eventual crime de violação de sigilo funcional. A segunda é um procedimento disciplinar para averiguar irregularidades administrativas, que pode culminar em penas que vão desde uma advertência à demissão do delegado Bruno. A assessoria de imprensa da PF disse também que fica a critério dos delegados que conduzem as investigações deste caso incluir ou não a gravação no processo.
O Conversa Afiada também perguntou à assessoria de imprensa do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) se pretende tomar alguma atitude em relação ao Jornal Nacional. Aguardamos resposta. A assessoria de imprensa do TSE respondeu que a única investigação que há é a conduzida pela Polícia Federal.
A partir dessa resposta, o Conversa Afiada perguntou novamente ao TSE o que vai ser feito quanto à possível manipulação eleitoral promovida a partir da divulgação das fotos no Jornal Nacional. Aguardamos resposta.
O Conversa Afiada também perguntou aos ministros Márcio Thomaz Bastos, da Justiça, e Hélio Costa, das Comunicações, o que eles pretendem fazer em relação à forma como o delegado Bruno usou veículos de comunicação, como o Jornal Nacional, para divulgar as fotos do dinheiro. Aguardamos resposta.
Sobre a divulgação das fotos do dinheiro do chamado “dossiê Serra”, a assessoria de comunicação do Ministério da Justiça disse que só a Polícia Federal deve se pronunciar sobre o assunto, já que a PF abriu sindicância para apurar a divulgação das fotos pelo delegado Edmilson Bruno. O TSE também disse que o caso é investigado pela Polícia Federal e que só a PF deve se manifestar. O Conversa Afiada ainda aguarda uma resposta do ministério das Comunicações.
KAMEL ERROU: O JN SABIA DA QUEDA DO GOL


Paulo Henrique Amorim


Na breve carta que mandou à revista Carta Capital para refutar as informações contidas na exemplar reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira (“A trama que levou ao Segundo Turno”, publicada na semana passada), Ali Kamel, Diretor-executivo de jornalismo de Central Globo de Jornalismo (sic), diz que o Jornal Nacional não poderia dar a noticia da queda do avião da Gol, porque o primeiro a dar a informação foi o portal Terra, um minuto depois de o Jornal Nacional sair do ar.

Raimundo sustentou a tese de que naquele dia, 29 de setembro, véspera da eleição, o Jornal Nacional ignorou a tragédia para se concentrar na foto do dinheiro que o delegado Bruno cedeu com prioridade ao Jornal Nacional (como, de novo, Raimundo demonstra na edição da Carta Capital que chegou hoje, sexta feira, dia 20, às bancas: “Veja/Globo – contribuições ao dossiê da mídia”, com um interessante depoimento do repórter César Tralli).

Recebi às 18h30 desta sexta-feira, dia 20, um telefonema de Ricardo Boechat, editor-chefe do Jornal da Band. Ele acabara de ler a Carta Capital com a carta de Kamel e a reportagem de Raimundo. Me disse Boechat:

1) O Jornal da Band sai do ar imediatamente antes de o Jornal Nacional começar. 2) A ultima noticia do Jornal da Band no dia 29 de setembro foi o desastre da Gol.
3) Foi uma noticia que dizia que o avião da Gol tinha caído: não era uma noticia especulativa.
4) O Jornal da Band tinha conseguido confirmar a informação 3 minutos antes de acabar.
5) O primeiro boletim da Band, ao vivo, com mais detalhes do desastre, foi ao ar durante o Jornal Nacional.